Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 30

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 30

 

30 

Olhei para trás e lá estava Oliver, daquele jeito dele, olhar duro e sério. 

– Como você sai do hospital e não avisa a ninguém? Falou alto e bravo. 

– Eu iria avisar senhor. – enxugava minhas lágrimas disfarçadamente. 

– 

– Quando? Quando se perdesse na cidade? – disse nervoso. 

– Só estava respirando um pouco de ar puro. 

Oliver se sentou ao meu lado, o que me deixou um pouco sem graça. 

– Aproveitou que está maior de idade e já começou a mostrar a sua independência? Me encarou. 

– 

– Você não tem intenção de voltar para a fazenda não é mesmo? 

Claro que vou, eu só ia almoçar primeiro. 

Fala sério Aurora, suas coisas estão praticamente tudo ai dentro desta bolsa. 

– Você sabe porque tenho poucas peças de roupa, não trouxe nada de minha casa quando vim morar aqui. 

– 

– Tudo bem desculpas. Mas você não está querendo voltar não é? 

– 

– Claro que iria, eu só estava espairecendo um pouco, fiquei dentro daquele hospital sem ver a luz do sol, quería descansar um pouco antes de pegar a estrada. 

Oliver ficou quieto, parou de me encarar e começou a olhar a paisagem a nossa frente, ficamos em silêncio por algum tempo, até eu quebrá-lo. 

– O que o senhor faz aqui? 

Ele voltou a me encarar, mas não disse nada. 

O silêncio constrangedor voltou com forças, Oliver me olhava, e acabou que comecei a olhá-lo também. 

Notei o quanto ele era bonito, seus olhos penetrantes, sobrancelhas e nariz bem desenhados e a boca, nossa! A sua boca era perfeita. Lembrei-me do seu beijo naquela noite frustrante, e logo meu rosto queimou de vergonha alheia. 

“Ele te beijou pensando em outra pessoa, boba.” 

Minha consciência me alertou, e logo desviei o olhar. 

– Vim buscar você, o Joaquim pediu folga hoje, a mulher dele não está se sentindo muito bem, então ele está cuidando dela. 

– Como soube que eu ja havia saido do hospital? 

O médico me ligou avisando. 

– 

Entendi 

– Não quer voltar, não é? a 

– Claro que quero! É que eu ia antes procurar um lugar para comer primeiro, depois ligaria para virem me buscar. 

Por que não come em casa? – Insistiu. 

– O nutricionista disse que eu não podia pular refeições, achei que iria demorar de chegar na fazenda, mas, tudo bem, então vamos? 

Me levantei e peguei minha bolsa, comecei a caminhar, mas Oliver continuou sentado. 

– Iria aproveitar o dia não é? – perguntou ainda sentado. 

– 

O quê? Perguntei confusa 

– É seu aniversário, você iria aproveitar o dia não é mesmo? 

-Eu só iria caminhar um pouco. Falei timida. 

Fiquei com vergonha, Oliver fazia parecer que eu queria ficar longe da fazenda, mas eu sabia que quando chega*se lá, ficaria do mesmo jeito que estava no hospital, em repouso. Então eu só iria espairecer um pouco antes de voltar. 

Oliver se levantou e veio até mim. 

– O que quer comer? – Perguntou. 

– Quê? – Sua pergunta veio de surpresa. – Bem, o que Denise tiver preparado eu como. 

– 

Não vamos para casa agora, comeremos por aqui, está quase na hora do almoço, e o médico disse 

que você não pode pular refeições. 

– Comerei qualquer coisa, senhor. 

– Vamos! 

Pegou a bolsa que estava em minha mão e saiu caminhando em seguida, eu o segui, logo. 

chegamos ao carro e entrei, fiquei sem graça por sentar no banco da frente ao lado dele, enquanto 

dirigia eu ficava em silêncio e observava a cidade, ele virou em uma rua muito bonita e estacionou 

o carro em frente a um lindo e chique restaurante. 

– Vamos? 

24 

– U que, almoçar aqui? 

– Claro, é um restaurante não viu? – Simpático como uma mula respondeu. (1) 

– Desculpa senhor, mas eu não vou não! 

Oliver já havia descido do carro, e ficou me observando com a porta aberta. 

– Por quê? 

– Olha para mim e olha para esse lugar. Mostrava o obvio. 

Eu havia acabado de sair de um hospital, pálida igual uma folha de papel, além disso, estava mal vestida, minhas roupas eram todas do dia a dia, não havia nenhuma que correspondesse ao lugar que ele queria entrar, e eu também não gostava de lugares a*sim, as pessoas te julgavam com olhar de superioridade. 

E o que tem? Vai comer ou desfilar? – Debochou 

Fechou sua porta e caminhou, esperando que eu saisse também, mas do jeito que eu estava, continuei, não iria entrar ali de modo algum. 

Ao ver que não o acompanhava, Oliver olhou para trás, colocou a mão na testa como se estivesse 

sem paciência, e voltou até o carro, vindo para a porta do lado do pa*sageiro. 

– Por que não desceu? 

– 

Nós não podemos comer em outro lugar? Por favor, não gostaria de ver pessoas me olhando com. 

cara de altivez. 

– 

– Estarei te acompanhando, ninguém fará isso com você comigo ao seu lado. 

Mesmo a*sim, prefiro almoçar em um lugar mais simples. 

Estava morrendo de vergonha, Oliver estava todo arrumado, era só olhar para ele, para perceber ser 

alguém da alta sociedade, e sinceramente, eu, coitada! Não é me desvalorizando não, mas estour dezenove quilos mais magra do que o normal, então minha aparência não estava a mais agradável, 

fora que esses lugares as pessoas te julgavam muito, apenas com o olhar, e era meu aniversário, 

queria que o dia fosse leve. 

-E aonde quer ir então? Perguntou. Vendo que eu não me moveria daquele carro de modo algum. 

Não sei, eu não conheço a capital, mas lembro que quando cheguei aqui, comi numa barraca de 

comida na rodoviária, e o almoço era uma delicia! 

Sorri lembrando da senhora que me indicou ir à fazenda São Caetano procurar emprego, seria 

ótimo vê-la e agradecer por ser tão boazinha comigo. 

– Barraca de comida! Sério? – Entrou no carro, e deu partida. Vamos fazer a*sim, nem aqui, nem 

— 

3/4 

Oliver dirigiu por uns quinze minutos, e logo chegamos a outro restaurante. Diferente do outro, esse parecia mais simples, mas não perdendo a elegância, desci do carro e entramos no local, fomos atendidos super bem, por um rapaz que nos levou a uma mesa, que ficava de frente a uma imensa janela de vidro. Logo olhei o cardápio e pedi algo, Oliver já havia pedido quando se sentou, a meu ver, ele já frequentava este lugar e conhecia o cardápio, após anotar meu pedido, o garçom saiu nos deixando as sós. Ainda bem que havia a janela para observar a paisagem, mas isso não impedia de sentir o homem sentado a minha frente me queimando com seus olhos. 

– 

– Como o Noah está? – Perguntei fingindo não perceber seu olhar. 

– Bem. A noite ele choramingou um pouco, mas o coloquei comigo na cama e ele voltou a dormir. 

– Vocês dormiram juntos? – Perguntei desacreditada. 

Oliver me deu um olhar mortal e depois olhou para a janela, percebi que não queria tocar no a*sunto, ele estava tentando se ajeitar com o filho, então deixei quieto, para não lhe causar constrangimento. 

Também fiquei olhando para a paisagem, de longe via algumas casas e prédios e depois não via mais nenhuma construção, o que me deixou curiosa 

Por que não há mais prédios nem nada para aquele lado? 

Ele voltou o olhar para 

para mim. 

– Porque alí é o mar! 

De repente, meus olhos brilharam e meu coração queimou, eu não imaginava estar tão perto da praia a*sim, amaria conhecer o mar, seria um sonho poder conhecer a praia, ainda mais no dia do 

meu aniversário. 

– Quando formos embora, podemos pa*sar perto da praia? 2 

– Não há necessidade, não é caminho nosso! 

-Ah! Me senti triste, mas não quis insistir, seu humor em estragar as coisas já era demais para 

mim. 

O que foi? Tem alguma coisa que queria por lá? Perguntou desdenhando. 

– 

Não. Eu só queria ver o mar. 

Oliver deu uma revirada de olho, desprezando o que eu disse, eu iria criticá-lo, mas o garçom 

trouxe nosso pedido. 

Após nos servir, saiu, então comecei a comer e ignorar o homem que estava à minha frente, 

comendo sua refeição sem tirar seus olhos de fogo de cima de mim. 

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

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Score 9.9
Status: Ongoing Type: Author: Artist: Released: 10/5/2023 Native Language: Portuguese
Caminho Traçado - Uma babá na fazenda By Célia Oliveira" Novel is a subgenre of romance fiction that features a romantic relationship between the main characters, Célia Oliveira one of whom is a chief executive officer (Célia Oliveira) or high-ranking corporate executive. Read More Ex-wife’s Disguised Identity by Josie Atkins Novel

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Some Important Questions Related to the Story

  1. What time did Aurora's mother arrive home, and why was she upset?
    • Aurora's mother arrived home after six o'clock, and she was upset, possibly due to something Sandro had done or said.
  2. How does Aurora contribute to her household?
    • Aurora takes care of her younger sister, Alice, so her mother and her boyfriend, Sandro, can work outside the home. She also makes hair bows to earn some money.
  3. Why does Aurora hide her earnings from making hair bows?
    • Aurora hides her earnings because she plans to use the money to leave home when she turns eighteen and doesn't want her family to take it from her.
  4. Why hasn't Aurora been able to pursue her dream of attending college?
    • Aurora's mother didn't allow her to attend college because she believes Aurora should take care of Alice instead of pursuing higher education.
  5. What is the nature of Aurora's relationship with her friend Isadora?
    • Aurora and Isadora are best friends who met in elementary school. They had plans to attend college together, but Isadora is now leaving for another state to study medicine.
  6. What is Aurora's ultimate goal when she turns eighteen?
    • Aurora's goal when she turns eighteen is to leave her current home and start a new life in a different city, far away from her family's toxic environment.
  7. Why does Aurora's mother's attitude toward her change after she started dating Sandro?
    • Aurora's mother's attitude changed because she became infatuated with Sandro and allowed her jealousy and possessiveness to affect her relationship with Aurora.
  8. How does Aurora plan to support herself when she leaves home?
    • Aurora plans to support herself by finding a job, renting a small apartment, and eventually pursuing a college education to achieve her dreams.
  9. What does Aurora think about her two months left in her current situation?
    • Aurora sees these two months as a short period in comparison to the difficult years she has endured and is determined to leave her current situation behind.
  10. Why does Aurora want to move to a distant city?
    • Aurora wants to move to a distant city because she believes that anywhere else would be better than her current situation at home, and she is determined to start fresh and pursue her dreams away from her family's toxic environment.

Conclusion

Aurora's story is one of resilience and determination in the face of a challenging family situation. Despite her difficult circumstances, she is determined to break free, pursue her dreams, and build a better life for herself. Her unwavering spirit serves as a testament to the power of hope and ambition.  

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