Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 29

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 29

 

29 

Acordei com uma cena linda, Oliver estava com Noah no sling, os dois estavam deitados na poltrona, não sei o porquê, mas estava feliz pela cena que via 

Oliver estava se aproximando do filho, eles estavam tendo uma ligação, e isso me deixava de certa forma emocionada, não tinha relação alguma com aqueles dois, não era parente, nem amiga próxima, muito menos conhecida da familia, era simplesmente a babá que iria fazer dois meses que estava trabalhava na casa, falando em meses, amanhã será meu aniversário. Estava feliz e, ao mesmo tempo, triste, seria um dia comum, pois não haveria nenhum familiar ou amigo que viria me parabenizar pessoalmente, além disso, pa*saria aqui no hospital. 

Acabei de comer, e a enfermeira me deu mais duas vitaminas para ingerir, fora a que estava tomando na veia. 

Logo, Noah acordou e com isso Oliver também, parecia está cansado, mas não me falava nada, ele levantou e foi trocar a fralda do filho. Oliver parecia ter muito jeito para a coisa, bem que Denise falou que ele ia para a vila ficar com as crianças, acho que acabou aprendendo com alguma mãe por lá (3) 

– Quer alguma ajuda, senhor Oliver?- Perguntei por educação. 

– 

– E você está em condição de ajudar?- Respondeu rispido. 

Ele parecia estar nervoso, não havia percebido seu rosto, mas acho que não estava bem. 

– Senhor. -Comecei calma. – Está cansado, é melhor ir para casa, arrumarei alguém que fique comigo, e o senhor e o Noah vão descansar, aliás, hospital não é lugar de um bebé saudável ficar 

– Por quê? – Perguntou-me. 

– 

Porque há várias bactérias no ar, e o Noah pode pegar alguma infecção. 

Não é isso que estou perguntando, quero saber o porquê de se preocupar tanto com ele? – Deixou Noah no berço e veio até a cama onde eu estava 

Eu não sabia o que dizer. 

O Noah é um bebé indefeso, como a mãe dele não está, e o senhor é muito ocupado, me vejo na obrigação de cuidar dele. 

Tem razão. Parou um pouco para me analisar. É por obrigação não é? Afinal, é paga para isso. 

– 

– 

– O senhor sabe que não é pelo dinheiro! Respondi rápida. – Ele tem a mim, sem interesse algum, eu gosto de cuidar dele, eu não sei o que aconteceu com o senhor ou com a mãe dele, mas 

só quero que perceba que ele é inocente, não tem culpa de nada! 

– Voce deve achar que eu nao gosto dele, nao e? – Perguntou serio. 

– 

– Não é isso que penso. O repreendi 

– 

Não é porque não estou cuidando ou me aproximando dele agora, que significa que sou um pai ruim, você não tem noção do que pa*sei Aurora. Oliver parecia triste, por um minuto, achei que 

ele queria se abrir para mim. 

– Senhor, com todo o respeito, eu jamais o julgaria, não sei o que pa*sou, nem o porqué que queria tomar aquela decisão. Me referi ao día que o encontrei na ponte. – Mas dar para ver que você 

– 

ama muito o seu filho, e eu acredito que o senhor só precisa de um tempo para organizar seus sentimentos. (2 

Oliver me olhava de um jeito indecifrável, eu não o entendia e muito menos conseguia decifrar o que seu olhar queria dizer. 

– Você acha que o tempo cura alguma coisa? 

– Não ele não cura, mas cicatriza e faz a ferida parar de doer. 

– Você é tão jovem Aurora. – Pausou – Mas fala como se conhecesse a vida. 

A conheço do meu jeito. 

-Eu me sinto sozinho, não tenho ninguém. – Sussurrou 

– Senhor, quem não tem ninguém sou eu, você tem o Noah! 

Ao ouvir isso, Oliver olhou para trás onde Noah estava, parou por alguns segundos pensando, depois olhou para mim. 

Tem razão! 

– 

– Sobre? Fiquei na dúvida. 

Hospital não é lugar para crianças, vou para casa, mandarei alguém vir ficar com você. 

Sua postura frágil sumiu, dando lugar outra vez para a armadura de homem de ferro. 

Dizendo isto, Oliver pegou Noah e seus pertences, e saiu sem dizer nada, e eu fiquei sozinha, nem pude me despedir do meu pequeno. 

Oliver era estranho, no mesmo minuto que se abria para uma conversa, ele se fechava, e deixava um mistério no ar, do mesmo jeito que parecia agradável falar com ele, outrora era insuportável. 

Mais de tardinha, uma senhora chegou, ela seria minha acompanhante da noite. O nome dela era Gerusa, uma mulher bem faladeira, o que para mim não foi bom, porque eu queria silêncio para ficar com meus pensamentos, pensando em Noah e em Oliver. s 

Amanha sera meu aniversario, e sabia que isa me ligaria, ela era a unica pessoa que eu tinha certeza que não me esqueceria, também havia Denise que estava me cativando, mamãe nem sonharia em me ligar, tanto pela mudança de número de telefone, tanto porque ela não me considerava mais como filha. 

Tudo era doloroso, lembrei de Alice, e que no meu último aniversário, comprei um cupcake com uma velinha em cima, cantamos parabéns juntas e brincamos o dia todo, que saudade da minha 

pequena 

A noite pa*sava e eu ficava tomando vários remédios, o nutricionista veio me ver, depois o médico, me dando boas noticias de que meu organismo estava respondendo bem as vitaminas, o que serial bom, pois não precisaria pa*sar meu aniversário no hospital, e também porque estava morrendo de saudades do Noah, me sentia preocupada por ele, não sabia como ele e Oliver estavam se saindo juntos. 5 

Minha acompanhante saiu para tomar banho, e fiquei sozinha no quarto, quando a porta se abriu e um homem estranho entrou, ainda não havia visto o por aqui. Ele não vestia roupas de médico, logo ficou de frente a minha cama. 

– Você é Aurora, não é? 

– 

Sim, pois não? 

– Trabalho aqui no hospital, soube que você estava aqui e vim ver como estava. 

Perdão, mas nós nos conhecemos? 

A porta do quarto foi aberta e a enfermeira entrou com uma cadeira de rodas. 

– Aurora, você tem dois exames agora. 

O homem olhou para mim, e antes de falar alguma coisa, a enfermeira me segurou ajudando a me levantar. 

– Voltarei outra hora. 

Ele saiu rápido, e eu fiquei na dúvida em saber quem êra, já que foi sem nem dizer se me conhecia ou qual era o seu nome. 

Fui para a sala de exames, e fiquei lá por umas horinhas, depois voltei para o quarto e fui dormir, isso já era duas da manhã, minha acompanhante já havia chegado, mas notou que eu não estava muito para conversas. 

Acordei no outro dia e sim, hoje era meu aniversário! Enfim completei meus tão sonhados dezoito, idade em que iria dizer a minha mãe que iria trabalhar fora, estudar e seguir um rumo na minha vida. 

Infelizmente, tive que fazer tudo isso precocemente. Poderia dizer que o Sandro seria culpado sozinho, mas por minha mãe não acreditar em mim eu também a culparia. 

A porta do quarto foi aberta e a enfermeira e o médico entraram. 

Bom dia, senhorita Aurora, como está se sentindo hoje? O médico perguntou. 

– Bom dia, estou me sentindo ótima! – Disse feliz. 

– Analisamos o resultado de seus exames, e eles mostraram que seu corpo está reagindo bem as vitaminas, e você está ganhando o peso ideal por dia, então resolvemos te dar alta hoje, contudo, você deve continuar com a dieta que o nutricionista te pa*sou, e com os remédios nos horários certos, daqui há quinze dias deve retornar para vermos seu progresso. (2) 

– Que bom, então quer dizer que já posso ir? 

– Ainda não, vamos ligar para seu responsável vir te buscar! 

Não precisa doutor, eu já tenho dezoito anos. 

Expliquei-lhe que hoje era meu aniversário, e que agora respondia por mim, e que Oliver não precisaria vir a*sinar nada. 

Logo então mais tarde, eu já saia do hospital, não havia ligado ainda para Joaquim me buscar. Aproveitei um pouco e me sentei na praça ao lado para tomar um sol, respirei fundo. Era meu. aniversário e não tinha ninguém para pa*sar o dia ao meu lado. 

Estava morrendo de saudades do Noah, mas naquele momento eu precisava ficar só um pouco, respirava fundo e absorvia a energia que o sol emanava em meu rosto, o vento batia nos meus cabelos, eu não conhecia a capital, mas aquela praça em frente ao hospital era tão linda 

Continuava a observar e minha mente estava tão aérea pensando em tudo, meus olhos começaram a lacrimejar, Oliver disse que eu não sabia o que era não ter ninguém, coitado, foi dizer isso logo para mim, que estava sozinha no mundo. (4 

As lágrimas vinham, mesmo que fecha*se os olhos. Senti um perfume conhecido próximo a mim, e antes mesmo de abri-los, ouvi uma voz atrás de onde estava. 

Que irresponsável você é!

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Score 9.9
Status: Ongoing Type: Author: Artist: Released: 10/5/2023 Native Language: Portuguese
Caminho Traçado - Uma babá na fazenda By Célia Oliveira" Novel is a subgenre of romance fiction that features a romantic relationship between the main characters, Célia Oliveira one of whom is a chief executive officer (Célia Oliveira) or high-ranking corporate executive. Read More Ex-wife’s Disguised Identity by Josie Atkins Novel

Read Online Caminho Traçado - Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Aurora era uma garota cheia de sonhos, que começaram a ser destruídos após a morte de seu pai.Tudo que ela queria era dar uma vida melhor para a mãe, mas tudo mudou, quando sua mãe conhece um homem e se casa novamente, se transformando praticamente em outra mulher, Aurora que era filha amada, ficou detestada pela mãe, que tinha ciúmes do marido com a filha, as coisas só pioram quando ela tem que fugir de casa para não ser violentada pelo padrasto, e na procura por um lugar para morar, acaba encontrando um homem misterioso numa ponte...

Caminho Traçado - Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Some Important Questions Related to the Story

  1. What time did Aurora's mother arrive home, and why was she upset?
    • Aurora's mother arrived home after six o'clock, and she was upset, possibly due to something Sandro had done or said.
  2. How does Aurora contribute to her household?
    • Aurora takes care of her younger sister, Alice, so her mother and her boyfriend, Sandro, can work outside the home. She also makes hair bows to earn some money.
  3. Why does Aurora hide her earnings from making hair bows?
    • Aurora hides her earnings because she plans to use the money to leave home when she turns eighteen and doesn't want her family to take it from her.
  4. Why hasn't Aurora been able to pursue her dream of attending college?
    • Aurora's mother didn't allow her to attend college because she believes Aurora should take care of Alice instead of pursuing higher education.
  5. What is the nature of Aurora's relationship with her friend Isadora?
    • Aurora and Isadora are best friends who met in elementary school. They had plans to attend college together, but Isadora is now leaving for another state to study medicine.
  6. What is Aurora's ultimate goal when she turns eighteen?
    • Aurora's goal when she turns eighteen is to leave her current home and start a new life in a different city, far away from her family's toxic environment.
  7. Why does Aurora's mother's attitude toward her change after she started dating Sandro?
    • Aurora's mother's attitude changed because she became infatuated with Sandro and allowed her jealousy and possessiveness to affect her relationship with Aurora.
  8. How does Aurora plan to support herself when she leaves home?
    • Aurora plans to support herself by finding a job, renting a small apartment, and eventually pursuing a college education to achieve her dreams.
  9. What does Aurora think about her two months left in her current situation?
    • Aurora sees these two months as a short period in comparison to the difficult years she has endured and is determined to leave her current situation behind.
  10. Why does Aurora want to move to a distant city?
    • Aurora wants to move to a distant city because she believes that anywhere else would be better than her current situation at home, and she is determined to start fresh and pursue her dreams away from her family's toxic environment.

Conclusion

Aurora's story is one of resilience and determination in the face of a challenging family situation. Despite her difficult circumstances, she is determined to break free, pursue her dreams, and build a better life for herself. Her unwavering spirit serves as a testament to the power of hope and ambition.  

Caminho Traçado - Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Comment

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Options

not work with dark mode
Reset