Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 27

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 27

27 

Era domingo bem cedo, Noah acabava de dormir outra vez, olhei no relógio e vi que ainda era 

quatro e meia da manhã. Hoje era dia dos pais, lembrei do presente que havia comprado para 

Oliver, eu não o entregaria pessoalmente, então colocaria a sacola na maçaneta da porta de seu 

quarto, eu sei que ele acordava cedo, mas acho que hoje ele ainda não havia acordado, então o fiz. 

Quando saísse, avistaria a sacola lá, espero que goste de receber uma foto com o filho, para comemorar seu primeiro dia dos pais. 

Voltei para o quarto e dormi outra vez, havia pedido a Denise que leva*se para mim os lacinhos 

que foram encomendados, e desse para Poliana, a moça da barraca ao lado da minha, para entregar 

as clientes quando fossem me procurar, Saulo também havia me pagado os que havia comprado 

na minha mão, ele daria de presente as meninas da escola de balé que ajudava financeiramente. 

Mais tarde, quando fui tomar café, encontrei Oliver na cozinha, ele preparava alguns bolinhos, 

como sabia que ele nunca respondia meu bom dia, resolvi pa*sar direto sem falar nada e fui 

pa*sear com o Noah. 

O dia estava lindo, o sol radiante, as flores se abriam, os pássaros cantavam como nunca, senti uma 

paz tão grande, parecia que não tinha nenhum problema no mundo. Na próxima semana iria 

comprar um notebook para mim, a*sim, me inscreveria numa faculdade a distância, como não 

daria para fazer medicina, tentaria fazer pedagogia, continuaria a fazer o que amo, que era cuidar e 

lidar com crianças. 

Minha barriga já roncava, mas não iria para a cozinha enquanto Oliver estivesse por lá, nisso, 

pa*seei com Noah por um lado da fazenda que ainda não conhecia, havia um grande lago daquele 

lado, árvores bem altas que o cercavam e de longe via uma casinha. Quando caminhei para mais 

perto, notei ser uma cabana e parecia está abandonada há muito tempo. 2 

Resolvi não ficar muito por ali, aquela cabana parecia ser um pouco sombria, havia uma cama 

velha e um fogão daqueles bem antigos que se acendia com lenha, estantes com livros. 

empoeirados, uma cadeira de madeira quebrada, e vários pedaços de papéis e livros jogados ao 

chão, como se alguém fizesse uma biblioteca daquele lugar. 

Ao voltar para a casa, Oliver não estava mais na cozinha, mas havia deixado alguns bolinhos na 

mesa, pensei que poderia ser para que ele comesse depois, mas como me lembrei que ele havia comido minha sopa noutro dia, resolvi descontar e comer todos os bolinhos, que para minha 

surpresa, estavam uma delícia. Comi também dois pães com presunto, e um pacote de bolachas salgadas, estava faminta, e precisava comer o máximo que podia. 

Mais tarde, fui para o sofá, liguei a televisão e a*sistia a um programa engraçado, Noah estava deitado ao meu lado, fazia tempo que não via TV. 

Já era perto do horário do almoço quando Oliver apareceu, achei que ele havia saido, mas estava 

de olhos fatal, mas, fiz que não vi, fingi estar entretida na televisão. 

Então ele começou mexer e bater panelas, parecia que ira preparar o almoço, menos mal, torci para ser la o que fosse fazer, deixa*se um pouco a mais para mim, a*sim não esperaria ele sair para ter que começar a fazer algo para comer depois. 

Já estava morrendo de fome outra vez, Oliver acabara de colocar sua comida no prato e sentou-se 

para comer, o mal-educado que nem ao menos me cumprimentou hoje, também nem ofereceu comida por educação. Ele almoçava virado para a sala, comia e, em simultâneo, parecia ficar me 

observando, já não estava aguentando, minha barriga roncava tanto, que me levantei para ir comer, 

mesmo que ele não tivesse feito nada, iria preparar, odiava está no mesmo lugar que ele ao mesmo tempo, mas não tinha jeito. Só que ao me levantar, senti uma tontura muito forte, vi a sala rodando 

e tudo escurecer em segundos. 

Acordei, e percebi estar deitada numa cama de hospital, olhei para o lado e vi que meu braço 

estava recebendo soro, uma enfermeira a me ver, veio em minha direção. 

– Boa tarde, senhorita, como está se sentindo? 

– Onde estou? – Minha dúvida era maior do que minha educação naquele momento. 

– 

Está no pronto-socorro da vila São Caetano, você desmaiou, e o senhor Oliver te trouxe até aqui. 

Lembrei-me da sala, Oliver sentado na cozinha, Noah no sofá deitado dormindo e as coisas girando. 

– Onde ele está? 

– O senhor Oliver foi até a casa dele encontrar seus documentos, ele te trouxe nas pressas, que se 

esqueceu de trazer, a gente esperou você acordar, mas como demorou, ele mesmo foi procurar por 

conta própria, precisamos fazer alguns registros antes de transferirmos você para o hospital. 2 

– Transferir. Por quê? Foi apenas um desmaio, eu estou bem! 

– Não foi apenas um desmaio, você está muito desnutrida, e precisamos fazer outros exames, já 

que o médico suspeita que você esteja com uma anemia profunda. 

– Por que não faremos os exames aqui? Preciso voltar para casa, tenho que cuidar do Noah, ele é 

um bebezinho, Oliver não vai saber cuidar dele. 

– 

– Não precisa se preocupar com isso. – Oliver apareceu no quarto onde estava. Pode nos dar um 

minuto, Solange? 

– Sim senhor, com licença, 

A enfermeira, que agora sabia o nome, se retirou da sala, nos deixando sozinhos. 

Senhor Oliver, cade o Noah? 

– Chamei Denise para ficar com ele, não se preocupe. 

– Olha, foi só um desmaio, eu já estou me sentindo bem. 

— 

– Não foi isso que o médico disse. Falou sério. Como nosso pronto-socorro é só para casos de 

emergências, e alguns exames e medicamentos ainda são esca*sos, ele sugeriu transferir você 

para o hospital da capital. 

– 

– 

-Eu não quero ir, estou bem! 

– Você vai, não tem escolhas! Não pode cuidar do meu filho nesse estado, você ficará por lá e 

tomará as vitaminas necessárias, fará exames minuciosos para descobrir porque você desmaia 

com tanta frequência. 

– 

-Eu só desmaiei uma vez. 

-Ah, é? Que eu me lembre, já é a segunda vez que tenho que te carregar no colo, isso em menos de 

dois meses. 

Lembrei-me do dia que desmaiei e bati minha cabeça, acordei na cama, não acredito que tenha 

sido Oliver a me carregar no colo, que vergonha! 

– 

– Bem, eu… Não sabia o que falar. Só não havia comido ainda, foi só isso. 

– Aurora, vamos deixar claro uma coisa, você irá para a capital, ficará internada lá até todos seus 

exames ficarem prontos, e depois que estiver bem e o médico te der alta, você volta para casa, tudo 

bem? 

Mas e o Noah, com quem ele vai ficar? 

– A Denise ficará encarregada de cuidar dele. 

-E a noite? Perguntei desesperada. 

– 

– A noite ele ficará comigo! 

Pronto, agora que eu ficaria mais preocupada ainda. 

Me perdoe, senhor, mas o senhor nunca encostou no menino, nem sabe o que ele precisa, como 

alimentá-lo e… 

— 

Chega Aurora! – Cortou minha conversa – O Noah é meu filho, e eu sei muito bem o que fazer 

com ele, não me questione como um pai bom ou mau, devido ao primeiro dia que chegou aqui. 

-Eu não queria me referir a isso. Não queria me referir ao primeiro dia que o vi na casa. 

Me referia ao dia a dia, por ele nunca está presente, e nem sabia se ele saberia cuidar de um bebê. 

3/4 

So cuida da sua vida, tem uma ambulancia te esperando la tora, e eu trouxe sua bolsa com seus documentos, coloquei suas peças de roupa também, acho que coloquei todas, porque parece que você não tem mais de duas peças – Zombou. 

Resolvi ficar quieta, não teria o que falar naquela situação, já estava ruim, Oliver me deixaria pior. 

– 

Quando tiver alta, você liga, e o Joaquim vai te buscar. 

Continuei no meu silêncio e resolvi ignorá-lo. Já que viu que não teria mais conversa, Oliver saiu 

do quarto, logo a enfermeira chegou com uma cadeira de rodas, (2) 

Vamos Aurora, a ambulância está te esperando. 

Eu não vou nisso, consigo andar. 

– Após dar dois pa*sos, me senti tonta outra vez, a enfermeira me amparou nos braços, me 

ajudando a sentar na cadeira 

– 

Você está fraca, deve ter descuidado muito do corpo ultimamente, mas logo irá ficar boa, o senhor Oliver mandou te transferir para um ótimo hospital particular, lá será muito bem. 

acompanhada. 

Ao chegar do lado de fora, me deitei na maca da ambulância, e antes que o motorista fecha*se a 

porta, Oliver entrou. 

– 

O que faz aqui? – Perguntei a*sustada. 

– Terei que te acompanhar até a capital, como a Denise está com o menino agora na casa da tia, e 

você não tem nenhum parente próximo, serei o seu responsável. – Falou nervoso. 

Eu não acreditava nisso, em que confusão me meti, o que iria fazer agora? O mal-humorado do Oliver devia estar um poço de nervos, e eu por ser menor, precisaria de um acompanhante. 

Nesta hora que me bateu um desespero, como era ruim ser sozinha no mundo. Lágrimas vieram. 

em meus olhos, então resolvi deitar de costas, para que Oliver não visse meu rosto e minhas 

lágrimas. 

– Não se preocupa Aurora, isso tudo será descontado do seu salário! 

Dizendo esta última frase, Oliver se sentou no banco do acompanhante e o motorista deu partida 

para a capital, eu só conseguia chorar escondida, e perguntar ao universo o que fiz para sofrer 

tanto na minha vida. 

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Score 9.9
Status: Ongoing Type: Author: Artist: Released: 10/5/2023 Native Language: Portuguese
Caminho Traçado - Uma babá na fazenda By Célia Oliveira" Novel is a subgenre of romance fiction that features a romantic relationship between the main characters, Célia Oliveira one of whom is a chief executive officer (Célia Oliveira) or high-ranking corporate executive. Read More Ex-wife’s Disguised Identity by Josie Atkins Novel

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Aurora era uma garota cheia de sonhos, que começaram a ser destruídos após a morte de seu pai.Tudo que ela queria era dar uma vida melhor para a mãe, mas tudo mudou, quando sua mãe conhece um homem e se casa novamente, se transformando praticamente em outra mulher, Aurora que era filha amada, ficou detestada pela mãe, que tinha ciúmes do marido com a filha, as coisas só pioram quando ela tem que fugir de casa para não ser violentada pelo padrasto, e na procura por um lugar para morar, acaba encontrando um homem misterioso numa ponte...

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Some Important Questions Related to the Story

  1. What time did Aurora's mother arrive home, and why was she upset?
    • Aurora's mother arrived home after six o'clock, and she was upset, possibly due to something Sandro had done or said.
  2. How does Aurora contribute to her household?
    • Aurora takes care of her younger sister, Alice, so her mother and her boyfriend, Sandro, can work outside the home. She also makes hair bows to earn some money.
  3. Why does Aurora hide her earnings from making hair bows?
    • Aurora hides her earnings because she plans to use the money to leave home when she turns eighteen and doesn't want her family to take it from her.
  4. Why hasn't Aurora been able to pursue her dream of attending college?
    • Aurora's mother didn't allow her to attend college because she believes Aurora should take care of Alice instead of pursuing higher education.
  5. What is the nature of Aurora's relationship with her friend Isadora?
    • Aurora and Isadora are best friends who met in elementary school. They had plans to attend college together, but Isadora is now leaving for another state to study medicine.
  6. What is Aurora's ultimate goal when she turns eighteen?
    • Aurora's goal when she turns eighteen is to leave her current home and start a new life in a different city, far away from her family's toxic environment.
  7. Why does Aurora's mother's attitude toward her change after she started dating Sandro?
    • Aurora's mother's attitude changed because she became infatuated with Sandro and allowed her jealousy and possessiveness to affect her relationship with Aurora.
  8. How does Aurora plan to support herself when she leaves home?
    • Aurora plans to support herself by finding a job, renting a small apartment, and eventually pursuing a college education to achieve her dreams.
  9. What does Aurora think about her two months left in her current situation?
    • Aurora sees these two months as a short period in comparison to the difficult years she has endured and is determined to leave her current situation behind.
  10. Why does Aurora want to move to a distant city?
    • Aurora wants to move to a distant city because she believes that anywhere else would be better than her current situation at home, and she is determined to start fresh and pursue her dreams away from her family's toxic environment.

Conclusion

Aurora's story is one of resilience and determination in the face of a challenging family situation. Despite her difficult circumstances, she is determined to break free, pursue her dreams, and build a better life for herself. Her unwavering spirit serves as a testament to the power of hope and ambition.  

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