Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 24

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira Capítulo 24

24 

Eram seis da manhã e Noah e eu já estávamos prontos, coloquei minha bolsa com minhas coisas em baixo do carrinho dele, e desci para a cozinha, preparei meu café e tomei, fiz um lanche para a viagem também, decidi cuidar mais da minha alimentação. 

Peguei a estrada que ia para a vila, enquanto caminhava observava como o céu estava lindo, tirei algumas fotos do lugar, tirei fotos de Noah, e minhas também, amava fotos, pena que não poderia postar nenhuma em nenhuma rede social, aquele sem caráter do Sandro poderia me encontrar. 

Às sete da manhã, eu entrava na vila São Caetano, e mesmo que eu a tivesse visto de longe ontem, não se comparava em ver de perto. 

Na entrada, já havia um pequeno posto de gasolina, mais a frente uma padaria, depois pa*sei pela praça, que era enorme, haviam flores e plantas, e um pequeno palco já montado, com certeza era aqui que Oliver realizava as festas, havia uma quadra de futebol coberta, um pequeno banco, borracharia, a escola e a farmácia que ficava perto do pronto-socorro. Quando estive aquì noite com o Noah, não havia percebido nada disso, pois meu desespero e preocupação eram tanto, que não me deixaram enxergar em volta a beleza do lugar. (5) 

– 

Logo vi um movimento de algumas pessoas e motos pa*sando para um determinado local, resolvi 

ir para onde as pessoas estavam indo, não demorou e cheguei a famosa feirinha de são Caetano, 

não sabia por onde começar ou aonde ir primeiro, havia muitas pessoas. Mas logo vi uma mulher 

com uma menininha de aproximadamente 3 anos, me encostei perto dela pegando meus laços e mostrando, ela olhou alguns, mas parecia está mais interessada em saber quem eu era. 

Os lacinhos são lindos. Você mudou para cá agora foi? 

Sim, sou nova aqui! 

– 

– Esse menino aí é seu? Seu marido trabalha em qual área? Na plantação ou na colheita? Era 

uma pergunta atrás da outra. 

– 

– Ah, eu não tenho marido, não, e esse…. 

– Você é mãe solteira? – Antes de terminar a frase, ela já me cortou. – Coitadinha. Tão novinha e 

bonita e já está a*sim. Mas é a*sim mesmo, logo você arruma um homem bom que te ajuda a criar 

seu filho. 

– 

Não, ele não é meu filho! Já a corrigi antes, não queria que aquela má interpretação rendesse 

tanto a*sunto. Sou a babá dele. 

Ah, entendi, já estava com pena de você, tão novinha e com filho para criar sozinha. Sorriu 

Você é a babá, agora está explicado. Ele é filho de quem? 

– Ele é filho do senhor Oliver. 

Ao falar, a mulher pareceu esta vendo um fantasma, encarou mais uma vez Noah, com atençao dessa vez, me senti constrangida, e já ia me retirando, só que ela voltou a falar. 

-Ah, minha filha, desculpa, é que eu não sabia não, ouvi falar mesmo que tinha uma babá de fora olhando o menino, como nunca te vi por aqui, nem desconfiei, mas ele é lindinho demais. 

– A senhora vai querer ficar com algum laço? – Tentei voltar ao inicio da conversa, tirando o foco de Noah 2 

– Gostei desses dois aqui, quanto fica? 

– Dezoito reais. 

Vou levar. Você veio aqui só para vender esses laços foi? – Falou pegando o dinheiro da bolsa. 

– Sim. 

– Já tem algum ponto de venda? 

– Não, vou vender de porta em porta. 

– Minha filha tem um 

Ah, a*sim é mais dificil menina, vem comigo! – Segurou meu braço pontinho ali que vende pimentas artesanais, tem uma barraca do lado que está vazia, eu vou falar com ela e você fica lá também, a*sim não precisa ficar andando muito com o bebê nesse sol. 

– Não precisa se incomodar. 

– 

– Não é incomodo não filha, olha! Me desculpa por ter te feito um tanto de interrogação, é que aqui 

o povo todo é meio desconfiado sabe? Vem comigo, lá do lado da barraca dela tem um espacinho para você colocar seus laços à mostra, aqui ninguém vende essas coisas bonitas não, você irá vender isso rapidinho, quando todo mundo souber o ponto fixo onde você está. 

– Mas essas barracas são pagas? 

– Não, de jeito nenhum, são todas doadas pelo senhor Oliver, ele não cobra de ninguém não! 

Resolvi acompanhar a mulher, apesar de ela ter sido um pouco inconveniente no começo, parecia ser uma boa pessoa. 

– Afinal nem me apresentei, meu nome é Neide e o seu? 

-Me chamo Aurora. 

Logo chegamos a barraca da filha de Neide, que se chamava Poliana, ela era a mãe da menininha que estava com Neide. 

– 

– Poliana, essa aqui é Aurora, ela vai ficar nessa barraca aqui. 

– Olá, muito prazer Aurora, que bebê lindo, qual o nome dele? 

Noah. 

– Antes que você pergunte, não é filho dela não, ela é a babá, esse menino é filho do patrão. – Neide já foi explicando. 

– Ah! A cara de Poliana também foi de surpresa. 

– Bem-vinda Aurora, ouvi falar mesmo que havia uma babá cuidando dele, que não era daqui. Mas me diz, o que irá expor na sua barraca? 

– Isto. Mostrei minha bolsa cheia de laços. (2) 

– Que lindos, já coloca tudo à mostra, porque tenho certeza que venderá tudo rapidinho. 

Após colocar meus trabalhos em cima da bancada, puxei um banquinho que ficava em baixo e me sentei a olhar Noah que dormia. 

– Já estou indo para casa, tchau Poli, tchau Aurora 2 

Neide se despediu, tinha apenas ido até ali deixar a neta. 

Logo apareceu uma mulher e começou a olhar os laços, mas não comprou. 

Comecei a conversar com Poliana. 

– Este lugar é tão organizado em. 

– 

– Ah, você tem que ver, toda a vila é, o senhor Oliver é muito caprichoso, pode ver por aqui, todas as barracas, tem cobertura, e em baixo de onde você está, além desse banco que se sentou, tem uma tomada e um armário, cada um tem seu cadeado, para guardar as coisas. 

– Que legal. 

Outra mulher apareceu e comprou cinco laços. 

– 

– Poliana, você trabalha apenas aqui na feira? 

Hoje sim, antes trabalhava na limpeza dos galpões, mas depois que tive a Alice. A menina que 

estava com Neide Resolvi ficar só aqui. 

— 

Resolvi ficar só aqui. Mas sou exceção. -A maioria das pessoas que ficam 

aqui na feira, trabalha para o senhor Oliver na semana. 

-Entendi. 

– Uns para ganhar um dinheiro extra, outros por monotonia mesmo, já que não temos muitas 

opções de lazer por aqui. 

– Hum… 

– E você, veio parar vendendo laços aqui na feira por qual motivo mesmo? 

– 

– Ah, pelos dois, dinheiro extra e, porque tambem nao se tem muita coisa para se fazer por la na 

casa grande. 

– E ele te deixa sair a*sim com o bebê livremente? – Perguntou curiosa. 

– – 

– Sim, ele disse que poderia levá-lo para onde quisesse. Tentei desviar o rumo da conversa. 

-Eu imagino, espero que logo o senhor Oliver deixe as pessoas de outras cidades entrarem na vila outra vez, a feira ficou tão devagar, 

Imagino como as coisas estejam. 

Mais duas mulheres compraram outros laços, uma delas me perguntou se eu fazia laços personalizados com o nome da criança, respondi que sim e ela me encomendou mais dois. 

Eu não te falei que você venderia rápido isso? Aqui quase não vende coisas para crianças a não 

ser roupas, quando as pessoas souberem da sua barraca, muitas virão até você. 

– 

Estou empolgada! Sorri. 

– 

Não nego que fiquei empolgada, minhas vendas foram muito bem sucedidas, e antes das onze da manhã, já havia vendido todos os lacinhos, e pegado 15 encomendas, até a Denise pa*sou por aqui 

com o Saulo, eles haviam acabado de chegar da capital. Saulo me olhou com uma cara estranha, 

mas não de nervoso e sim de desconfiado, até comprou um laço em minha mão. 3 

Logo me despedi de Poliana, prometendo voltar no próximo domingo. 

Peguei a estrada mais uma vez em direção a mansão, o sol estava mais forte, o bom, que no 

carrinho Noah não ficava incomodado, havia trocado suas roupinhas, colocando algo leve, cheguei 

na casa meio-dia e quinze, dei banho e mamadeira para Noah. Depois, desci com ele para a 

cozinha, fiz um pequeno-almoço para mim e comi, não havia visto Oliver na casa, o resto da tarde 

fiquei no quarto, brincando como podia com Noah, estava feliz, havia ganhado mais de 400 reais. 

naquela manhã, isso para mim, era perfeito. 10 

Bônus 

Enquanto entrava no quarto, Oliver estava com os nervos à flor da pele, após ter uma conversa com 

Aurora na cozinha, 

Deitou-se na cama e começou a pensar na frase que a garota acabara de falar. 

– Um filho nunca será um empecilho, e sim um combustivel para buscar coisas melhores, um 

filho é uma benção! 

Oliver rolava na cama e repetia a frase em sua cabeça, de repente se viu chorando. 

– 

Por que Liana? Por que você não pensou como a Aurora? 

Oliver olhava a foto da ex mulher no celular, e chorava como criança, estava tão desapontado, fez o 

que podia para que a amada fica*se e continua*se com ele, havia perdoado o imperdoável. 

Não ligava se as pessoas iriam zombar dele, só queria construir sua família, e por amor a ela, 

mesmo se o resultado do exame dissesse que o filho não fosse dele, cuidaria e amaria como se 

fosse. 4 

Fui um idiota, em entregar meu coração para você, você não se importou nem um pouco comigo, 

nem com seu filho. 

Abriu uma garrafa de Whisky e começou a beber, enquanto bebia, falava em voz alta tudo que 

ficava guardado no seu coração. 

– 

– Você não se importou nem um pouco com ele! – Jogou o copo de vidro na parede. Olha só, seu 

filho está sendo cuidado por outra pessoa, e ela está fazendo melhor do que você ou eu fariamos. 

– 

Dava mais goles e continuava. 

– Por que você não é como a Aurora? 

Oliver se sentia magoado, traido, despedaçado, o pior que todo esse sentimento estava fazendo com 

que ele fica*se longe do filho, que tanto esperou com amor. 

Quando chegou em casa, e viu Aurora com o Noah na cozinha, se pegou imaginando como seria se 

fosse Liana no lugar dela. Aurora beijava Noah, e dançava com ele, o protegia como se fosse o 

próprio filho. 

– 

Se tivesse mais um pouco de paciência, nós iriamos voltar a viajar, eu, você e nosso filho, eu te pedi só um pouco de calma. 

Após secar uma garrafa, pegou outra. 

– 

– Agora olha só o que me tornei, um nada! Nem eu mesmo estou conseguindo ser, e tudo por sua 

culpa. 

1/4 

Sequer no Noan conseguia focar, sentia que nao era digno de cuidar daquele bebe, ainda mais com uma cabeça tão perturbada quanto estava, amava o filho, mas não se sentia em condições. psicológicas no momento para se aproximar daquele bebé. 

As coisas no quarto rodavam, todas as noites eram a*sim, por mais que Liana lhe tivesse traido, ainda a amava, mesmo ela lhe fazendo tudo aquilo, ele ainda não havia conseguido matar o amor que nutriu por todos esses anos que pa*saram juntos, ainda mais, porque tudo estava recente. 

– 

Espero que você nunca volte, porque eu te amo, e vou te amar até a morte, mas, mesmo te 

amando, nunca mais quero você perto de mim, nem do meu filho. 

Ao falar isto dormiu, e teve pesadelos a noite inteira 

Sonhou estar na ponte prestes a se jogar, então escutou uma voz se aproximando e o chamando, 

olhou para trás e viu Liana, que aparecia com seu olhar de anjo. 

Oli, o que está fazendo? 

Acabarei com todo esse sofrimento que você me causou, vou dar um fim nessa dor, não 

suportarei olhar nos olhos das pessoas outra vez, não consigo nem olhar nos olhos do nosso filho. 

-Não faça isso, amor, vem! Me dá a mão. 

Ao estender a mão para a mulher, ela se aproximou, então fechou os olhos para lhe dar um beijo, e 

antes dos seus lábios se encontrarem, ela lhe empurra com toda a força do alto para o precipicio, e 

antes de chegar ao chão, conseguia ver ela e Túlio sorrindo da sua desgraça. 

Acordou atordoado de seu pesadelo. 

Era domingo e não queria sair da cama, a ressaca estava pesada, iria dormir até seu corpo não 

aguentar, mas foi atrapalhado por barulhos na porta do quarto. Quem seria a esse horário? Só 

poderia ser a magrela da Aurora, já que todos os outros funcionários estavam de folga. 

– 

– 

– Vá embora, não quero ser perturbado! Gritou irado, mas de resposta ouviu a porta sendo aberta. 

– Acorda cara, já vai dar meio-dia! 3 

– Ah, é você! O que faz aqui tão cedo? Achei que você e a Denise estavam em lua de mel. 

Ironizou. 

– 

– 

-Ha-ha-ha, faça-me rir, Denise quis vir mais cedo para resolver algo com a tia. 

– 

– 

O que você quer? Não estou com paciência hoje. Disse levantando-se e abrindo a janela. 

Já percebi. Mas me diz, pensou ser quem batendo em sua porta? 

– Pensei que fosse a Aurora. 

– E ela vem em seu quarto a*sim é? – Caçoou do amigo. 

– Claro que nao! Aquela magrela nao teria essa coragem de me perturbar. 

– 

– Olha só, está chamando-a por apelido, já criaram intimidade! Riu mais uma vez. 

– Isso não é apelido, deveria ser o nome dela. – Corrigiu. 

Olha, cara, sem brincadeiras agora, mas notei mesmo, que desde o dia que a vi pela primeira vez ela mudou muito, parece ter emagrecido uns 15 quilos. 

– Também percebi, mas não posso fazer nada, não é problema meu! Comida é o que não falta nestal casa. Andou indo em direção da mesa onde havia uma garrafa de whisky. 

É problema seu sim! Aumenta o salário dela, talvez com o que você esteja pagando, não está dando para ela se alimentar corretamente, e ouvi dizer, que funcionários que moram na casa dos patrões não comem direito por vergonha. 

– 

– Ela só vive na cozinha cara, e quanto ao salário não posso fazer nada. 

– Ué, como a*sim? – Arqueou a sobrancelha. 

Riu. 

-Ela disse que ficaria por amor ao garoto, então, ela só recebe amor. Ironizou dando uma golada na garrafa de whisky. Logo verá que amor não enche barriga. 

– 

– 

Sério Oliver, você não pagou a menina esse més ainda? – Perguntou sem acreditar. 

– Claro que vou pagar, acha que sou o quê? Só estou esperando ela parar com essa ladainha de que não quer dinheiro para olhar o Noah, logo vai se cansar e irá pedir menos. Vai dizer que não dá mais para ela e irá se demitir, ai, sim, eu vou pagar por todos os seus dias trabalhados e mandá-la sumir daqui. 

– 

– Ih, sei não em cara, mas acho que você vai ter que esperar muito, em! E quando for pagá-la, é perigoso falir de tanto que irá dever a ela. 

– O que você está querendo dizer? Acha que ela ficará aqui por muito tempo? Mesmo que ela tenha algum dinheiro guardado, logo acabará, é questão de tempo dela querer ir embora, para ganhar dinheiro em outro lugar. Sentou-se na mesa com a garrafa na mão. 

– Não estou querendo desmanchar seus planos, mas ela já está ganhando dinheiro em! 4 

– Como a*sim? – Perguntou confuso. 

– Acabei de chegar da feirinha da vila, e olha só o que comprei. 

O homem tirou do bolso algo e estendeu para o amigo, ao pegar, Oliver viu um pequeno laço infantil rosa. 

– O que é isso. – Olhava a pequena peça em mãos. Que besteira é essa? 

– 

– É um laço de cabelo de menina, lindo não é? Feito a mão, custou nove reais. Explicou. 

34 

— 

– Para de palhaçada e volta para o que estavamos falando. 

Mas eu não mudei de a*sunto não, comprei esse laço na vila, na mão da Aurora, e pelo que vi, ela vendeu todos que levou, pelas minhas contas, ela devia ter uns 60 por lá, multiplicando por nove vai dar uns 540 reais, se ela vender toda semana a*sim, receberá um dinheirão. E não é querendo te desanimar não, mas as pessoas até encomendaram mais na mão dela, ela irá fazer muito dinheiro em? Tem mais, adivinha só! – Fez suspense. 

– O quê? Quer que adivinhe o qué? – Perguntou nervoso. 

– 

Ela fazia tudo isso, e ainda tomava conta muito bem do seu filho! @ 

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Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Caminho Traçado – Uma babá na fazenda By Célia Oliveira

Score 9.9
Status: Ongoing Type: Author: Artist: Released: 10/5/2023 Native Language: Portuguese
Caminho Traçado - Uma babá na fazenda By Célia Oliveira" Novel is a subgenre of romance fiction that features a romantic relationship between the main characters, Célia Oliveira one of whom is a chief executive officer (Célia Oliveira) or high-ranking corporate executive. Read More Ex-wife’s Disguised Identity by Josie Atkins Novel

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Aurora era uma garota cheia de sonhos, que começaram a ser destruídos após a morte de seu pai.Tudo que ela queria era dar uma vida melhor para a mãe, mas tudo mudou, quando sua mãe conhece um homem e se casa novamente, se transformando praticamente em outra mulher, Aurora que era filha amada, ficou detestada pela mãe, que tinha ciúmes do marido com a filha, as coisas só pioram quando ela tem que fugir de casa para não ser violentada pelo padrasto, e na procura por um lugar para morar, acaba encontrando um homem misterioso numa ponte...

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Some Important Questions Related to the Story

  1. What time did Aurora's mother arrive home, and why was she upset?
    • Aurora's mother arrived home after six o'clock, and she was upset, possibly due to something Sandro had done or said.
  2. How does Aurora contribute to her household?
    • Aurora takes care of her younger sister, Alice, so her mother and her boyfriend, Sandro, can work outside the home. She also makes hair bows to earn some money.
  3. Why does Aurora hide her earnings from making hair bows?
    • Aurora hides her earnings because she plans to use the money to leave home when she turns eighteen and doesn't want her family to take it from her.
  4. Why hasn't Aurora been able to pursue her dream of attending college?
    • Aurora's mother didn't allow her to attend college because she believes Aurora should take care of Alice instead of pursuing higher education.
  5. What is the nature of Aurora's relationship with her friend Isadora?
    • Aurora and Isadora are best friends who met in elementary school. They had plans to attend college together, but Isadora is now leaving for another state to study medicine.
  6. What is Aurora's ultimate goal when she turns eighteen?
    • Aurora's goal when she turns eighteen is to leave her current home and start a new life in a different city, far away from her family's toxic environment.
  7. Why does Aurora's mother's attitude toward her change after she started dating Sandro?
    • Aurora's mother's attitude changed because she became infatuated with Sandro and allowed her jealousy and possessiveness to affect her relationship with Aurora.
  8. How does Aurora plan to support herself when she leaves home?
    • Aurora plans to support herself by finding a job, renting a small apartment, and eventually pursuing a college education to achieve her dreams.
  9. What does Aurora think about her two months left in her current situation?
    • Aurora sees these two months as a short period in comparison to the difficult years she has endured and is determined to leave her current situation behind.
  10. Why does Aurora want to move to a distant city?
    • Aurora wants to move to a distant city because she believes that anywhere else would be better than her current situation at home, and she is determined to start fresh and pursue her dreams away from her family's toxic environment.

Conclusion

Aurora's story is one of resilience and determination in the face of a challenging family situation. Despite her difficult circumstances, she is determined to break free, pursue her dreams, and build a better life for herself. Her unwavering spirit serves as a testament to the power of hope and ambition.  

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